Mostrando postagens com marcador Mama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mama. Mostrar todas as postagens

A quimioterapia adjuvante para câncer de mama engorda?

Pacientes recebendo quimioterapia adjuvante por câncer de mama têm tendência a ganhar peso e esta conseqüência indesejável da quimioterapia é extremamente preocupante para mulheres que já terminaram seu tratamento quimioterápico. A magnitude do ganho ponderal durante o tratamento quimioterápico de mulheres com câncer de mama varia de 2,1 a 5,9 kg e, em algumas séries, encontrou-se também uma correlação prognóstica adversa do ganho ponderal durante a quimioterapia e um menor intervalo livre de doença. Em nosso meio, conduzimos um estudo retrospectivo com o objetivo de avaliar a variação de peso durante tratamento quimioterápico para pacientes portadoras de câncer de mama. Cento e seis pacientes consecutivas com câncer de mama foram avaliadas. No grupo em quimioterapia adjuvante e neoadjuvante, houve um ganho de peso médio de 0,91±1,19 % (p < 0,00001) do peso corpóreo por mês de tratamento. Não observamos correlação estatisticamente significante entre variação de peso e sobrevida livre de doença ou sobrevida global.

O ganho ponderal verificado durante o tratamento quimioterápico destas mulheres é basicamente devido ao aumento da gordura e água corporais sem aumento concomitante de massa muscular (obesidade sarcopênica).

A causa do ganho ponderal durante a quimioterapia adjuvante em pacientes com câncer de mama é provavelmente multifatorial. Em um estudo conduzido por Demrak et al. com 53 mulheres submetidas a tratamento adjuvante para câncer de mama, constatou-se que as mulheres que ganharam peso tiveram uma atividade física significativamente menor sem alteração significativa da ingesta ou do metabolismo basal. Apontam-se ainda como causas do ganho ponderal durante a quimioterapia a labilidade emocional associada a estresse psicológico, o início da menopausa durante a QT, estar fazendo dieta nos últimos seis meses, além do uso simultâneo de ablação ovariana ou corticóides. Um outro fator que não pode ser esquecido seria a freqüente associação de hipotireoidismo com câncer de mama, que em nossa experiência está presente em 16% das pacientes. Possíveis alternativas para evitar o ganho ponderal durante a quimioterapia em mulheres com câncer de mama incluem aconselhamento rotineiro com nutricionista e aderência a um programa de exercício físico.

Baixe o arquivo em PDF

Câncer de mama: Carta de Gramado faz oito recomendações para reduzir a mortalidade no país

Cerca de 2 mil mulheres reunidas no I Fórum Saúde Mulher, em Gramado (RS), começaram a colher assinaturas para a Carta de Gramado, espécie de manifesto que propõe oito linhas de ação que visam a redução da mortalidade por câncer de mama no país. A Carta de Gramado, que foi elaborada por especialistas, representantes de organizações não governamentais, e conta com a chancela da Sociedade Brasileira de Mastologia, foi divulgada no dia 16 passado, no último dia do Fórum que coloriu a cidade de Gramado da cor rosa-choque, símbolo mundial da luta contra o câncer de mama.

O documento, disponível no site do Fórum (www.forumsaudemulher.com.br), apresenta uma lista de oito recomendações referentes a: 1) Acesso a novos medicamentos; 2) Qualidade das mamografias; 3) Grupo de participação na gestão municipal da saúde; 4) Medidas para invalidez; 5) Reconstrução mamária; 6) Acesso universal a exames de prevenção de qualidade; 7) Mobilização social e 8) Readaptação funcional.

O presidente do XV Congresso Brasileiro de Mastologia, José Luiz Pedrini, evento que aconteceu simultaneamente ao I Fórum de Mulheres, afirma que “é parte das funções da Sociedade Brasileira de Mastologia ajudar na elaboração de um documento que possa beneficiar todas as pessoas que necessitam de atendimento nessa área”.

Para o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, “a Carta de Gramado pode ser usada como um instrumento de mobilização com objetivo de reduzir a mortalidade por câncer de mama no país”. Segundo ele, é importante que os gestores se unam a esse movimento e passem a usar de forma sistemática as ferramentas gerenciais disponíveis no Sistema Único de Saúde para o controle da doença.

O Sistema de Informação do Controle do Câncer de Mama (Sismama) é um sistema que gerencia todas as informações decorrentes dos exames de mamografia por paciente. Se um secretário de Saúde quiser saber, por exemplo, quantas e quais mulheres no seu município tiveram resultado alterado da mamografia e ainda não fizeram biopsia, o Sismama fornece essa informação. Ou seja: o sistema pode ser usado para realizar ações que efetivamente podem reduzir as mortes por câncer de mama entre as brasileiras.

O câncer de mama mata cerca de 12 mil mulheres por ano no Brasil, e o país registra 50 mil novos casos todos os anos.

Auto exame das mamas. Saiba como realizar

Rio de Janeiro recebe reforço na luta contra o câncer de mama

E a campanha contra o câncer de mama ganhou nesta noite um aliado muito especial. O Cristo Redentor foi iluminado de rosa para lembrar a importância dos exames de prevenção. O diagnóstico precoce pode salvar muitas vidas e fazer o auto-exame de vez em quando é fundamental.

O Cristo Redentor passou a noite iluminado de rosa. E hoje volta a ficar aceso, a partir das
20h. Outubro é o mês da luta contra o câncer de mama em todo o mundo. No Rio, um posto móvel vai percorrer bairros das zonas Norte e Sul da cidade.

Há voluntárias distribuindo revistas e panfletos para tirar dúvidas sobre o câncer de mama. O carro vai rodar vários bairros.

Nesta terça-feira (6), Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Na quarta-feira (7), Praça General Osório, em Ipanema; Largo da Carioca, no Centro; e Largo do Machado; na quinta-feira (8), Praça Saens Peña e Shopping Tijuca. Na sexta-feira (9), Praça Santos Dumont e Rua Marquês de São Vicente, perto do Shopping da Gávea.

“Outubro é o mês mundial de combate ao câncer de mama e a gente precisa mostrar para as mulheres que não é preciso ter nenhuma queixa quanto à saúde da mama para procurar o ginecologista ou mastologista. Mulheres acima dos 40 anos devem fazer sua mamografia, podem procurar um médico no posto de saúde, conversar com ele, porque, desde abril desse ano é lei e elas devem fazer o exame mesmo que não tenham nenhuma queixa”, afirma o oncologista Gilberto Amorim.

Fonte: Globo.com