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Exame de sangue pode revelar câncer

Um exame de sangue personalizado pode dizer se o câncer do paciente espalhou-se ou retornou após o tratamento, oferecendo uma forma melhor de avaliar a terapia, afirmam pesquisadores dos Estados Unidos.

A existência de um exame capaz de detectar tumores no sangue também pode ajudar a equipe médica a personalizar os tratamentos, oferecendo terapias mais agressivas a alguns pacientes e poupando outros da quimioterapia e da radiação.

"Estamos falando do que poderá ser uma ferramenta de gerenciamento para vários pacientes", disse o médico Bert Vogelstein, da Universidade Johns Hopkins e do Instituto Médico Howard Hughes, e que trabalhou no estudo publicado no periódico Science Translational Medicine.

O exame, de base genética, vale-se dos rápidos avanços na tecnologia do sequenciamento do genoma completo - quando todo o material genético de uma pessoa é avaliado - que no passado era um processo caro e demorado.

"Isto é realmente medicina personalizada. Não é uma coisa de varejo", disse Vogelstein. "É algo que tem de ser projetado para cada paciente individual".

Para o estudo, os pesquisadores tomaram seis conjuntos de tecido normal e canceroso de quatro pacientes de câncer colo-retal e dois de câncer de mama, e mapearam o código genético de cada amostra.

Nas amostras com câncer, os pesquisadores procuraram áreas do código genético onde houvesse cópias extras de DNA, ou cromossomos fundidos.

"Há cerca de nove rearranjos, em média, em cada amostra", disse o médico Victor Velculescu, de Johns Hopkins, numa reunião da Sociedade Americana para o progresso da Ciência, em San Diego. "Eles não estão presentes no tecido normal".

Uma vez identificada a assinatura genética do tumor, eles analisaram o sangue dos pacientes para ver se conseguiam encontrar vestígios de DNA liberado pelo tumor.

O resultado foi positivo em dois dos pacientes de câncer colo-retal. Depois que esses pacientes foram operados para a remoção dos tumores, os níveis da contaminação caíram, mas voltaram a subir mais tarde, indicando que o câncer permanecia.

A equipe acredita que os exames de sangue poderão ser usados em pacientes para detectar tumores antes que tenham crescido a ponto de serem avistados.

Fonte: Estadão


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Carreira ou filhos?

É um dilema que um número cada vez maior de mulheres jovens enfrenta: posso esperar minha carreira estar consolidada para só então pensar em ter filhos? Um teste genético que pode diminuir o caráter de aposta dessa decisão poderá estar à disposição em 2010. Ele é baseado na descoberta de um gene que parece prever a taxa de redução do suprimento de óvulos das mulheres.

Mas o objetivo do teste é prever se uma mulher de 20 e poucos anos corre alto risco de ter menopausa precoce. Se o teste for positivo, o monitoramento posterior de seu estoque de óvulos confirmará se a fertilidade está mesmo em declínio precoce. Munida dessas informações, ela poderá então decidir se começa uma família mais cedo ou mais tarde. Ou se congela alguns óvulos para aumentar suas chances de engravidar no futuro. Ainda não há certeza sobre se o teste será realmente útil.

Uma mulher nasce com todos os óvulos que vai ter durante a vida – de 1 a 2 milhões de óvulos imaturos, chamados de folículos. Ao atingir a puberdade, cada mulher tem cerca de 400 mil folículos. Esse número diminui progressivamente até a menopausa, quando restam apenas algumas centenas deles. O número de folículos de uma mulher em qualquer momento da vida – sua reserva ovariana – reflete aproximadamente quantos óvulos ela ainda vai liberar.

Depois dos 35 anos, a maioria das mulheres sofre uma queda acentuada em sua reserva ovariana e, consequentemente, em sua fertilidade. Mas cerca de 10% das mulheres sofrem de envelhecimento precoce do ovário por volta dos 20 anos. Testes hormonais podem fornecer um retrato aproximado da reserva ovariana de uma mulher – e evidenciar o declínio da fertilidade. O desafio é diagnosticar o envelhecimento ovariano precoce antes que ele aconteça.

Norbert Gleicher, do Centro para Reprodução Humana em Nova York, acha que pode fazer exatamente isso usando um gene que já foi relacionado ao envelhecimento reprodutivo. Mulheres que apresentam no gene FMR1 mais de 200 repetições da sequência CGG do DNA estão propensas a ter a Síndrome do Cromossomo X-Frágil, que causa diminuição da capacidade mental. Algumas mulheres têm de 55 a 200 repetições de CGG: elas não têm diminuição da capacidade mental, mas apresentam alto risco de ter menopausa precoce.

Intrigado com essa relação, Gleicher se perguntou se esses números de repetições no FMR1 poderiam conter também pistas sobre o envelhecimento precoce do ovário, que é mais comum e menos dramático que a menopausa precoce. Ele analisou os genes FMR1 de 316 mulheres que frequentavam sua clínica de fertilidade. Fez um retrato de suas reservas ovarianas medindo os níveis de um hormônio chamado anti-Mulleriano (AMH na sigla em inglês), um indicador de quantos óvulos estão amadurecendo nos ovários num dado momento.

Em mulheres que têm entre 28 e 33 repetições, encontrou níveis normais do AMH. Mas, em mulheres com repetições superiores a essa variação, os níveis de AMH indicaram envelhecimento ovariano precoce. Sua equipe calculou que para cada aumento de cinco repetições de CGG acima da variação, o risco aumentava 50%. Gleicher concluiu que o número de repetições de CGG prevê se uma mulher está propensa a ter envelhecimento ovariano precoce. “Podemos pegar uma mulher de 18 ou 20 anos, checar seu X-Frágil e fazer uma ótima previsão sobre seu risco”, diz. Como é sabido que o FMR1 ajuda a regular a transição dos óvulos imaturos para seu estado maduro, isso faz sentido.

O pesquisador espera começar a oferecer o teste ainda em 2010. Porém, nem todas as mulheres detectadas pelo teste vão ter dificuldade para engravidar na casa dos 30 anos. Somente testes hormonais vão confirmar se sua reserva de óvulos está se esgotando mais rapidamente que o normal. Segundo Gleicher, a pessoa poderá sentar e discutir sobre um plano para sua vida reprodutiva. “Em outras palavras, você quer ter seus filhos antes de tirar seu Ph.D. ou depois?”, diz. “ Se a resposta for depois, talvez seja interessante congelar alguns óvulos.” Gleicher diz que ainda precisa estabelecer níveis mínimos dos hormônios que estão sendo usados para medir a reserva ovariana em mulheres de diferentes idades que não estão tendo problemas de fertilidade.

Se a mulher quer ter filhos somente depois do Ph.D., mas tem óvulos frágeis, talvez devesse congelá-los
 
Muitos acham que ele está se precipitando. Uma das críticas é que, apesar de o AMH ser um dos melhores marcadores da reserva ovariana atualmente, ele não fornece uma medição direta do número de óvulos imaturos que restam. “Se alguém realmente quiser um instrumento para prever com muita antecedência quando vai entrar na menopausa, um teste que indique a quantidade de folículos primários é mais importante,” diz Sharon Lie Fong, do Centro Médico Erasmus, em Roterdã, na Holanda. “Ele também tem de provar se essas mulheres têm baixa fertilidade.”

Apesar de o envelhecimento ovariano precoce abranger um declínio tanto na qualidade quanto na quantidade de folículos, mulheres com uma reserva menor não necessariamente terão dificuldade para engravidar, diz Frank Broekmans, do Centro Médico da Universidade de Utrecht, na Holanda. Ele diz que os resultados de Gleicher precisam ser confirmados com um grupo maior de mulheres monitoradas por alguns anos, para determinar se as repetições de CGG afetam a probabilidade de uma gravidez. “É necessário algum tipo de acompanhamento para saber se esse teste realmente prevê acontecimentos de longo prazo.” Stephanie Sherman, da Universidade Emory, em Atlanta, na Geórgia, que também estuda o FMR1, diz que os resultados de Gleicher são empolgantes. Mas ela também gostaria de vê-los reproduzidos antes que o teste seja usado clinicamente.

O que pode ser feito agora, diz ela, é pesquisar mulheres com um histórico familiar de cromossomo X-Frágil para ver se elas têm as 55 a 200 repetições CGG indicadas, o que as colocaria em alto risco de ter menopausa precoce. “Está claro que esse é um indicador da reserva ovariana.”

Um teste de FMR1 pode ajudar também mulheres que não engravidam naturalmente, diz Bill Ledger, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido. “Muitas mulheres com falência ovariana precoce têm curiosidade de saber por que isso aconteceu, e isso pode ajudar a explicar o fenômeno em alguns casos.”

O FMR1 não é o único fator que prevê o envelhecimento prematuro dos ovários. Broekmans descobriu recentemente que mulheres saudáveis com baixos níveis de AMH para sua faixa etária pareciam atingir a menopausa antes da idade média de 51 anos. Porém, essas mulheres tinham de 25 a 45 anos de idade quando fizeram o teste de AMH, e essas previsões ainda precisam ser comprovadas em mulheres mais jovens, que são propensas a apresentar maior variabilidade em seus níveis de AMH.

Outra opção é pesquisar outros genes além do FMR1. Recentemente, Kutluk Oktay, da Faculdade de Medicina de Nova York, disse na Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva que uma mulher com mutação no gene BRCA1 (que aumenta o risco de câncer de mama e ovário) pode também apresentar maior risco de envelhecimento ovariano precoce. Oktay está planejando agora estudos clínicos mais amplos para confirmar a descoberta, assim como investigações moleculares para explorar os mecanismos subjacentes. “A reparação do DNA pode ser um componente importante do envelhecimento ovariano”, diz.

Enquanto isso, outros estudos genéticos revelaram recentemente mutações genéticas comuns que influenciam a idade da menopausa. A maioria dos pesquisadores concorda que avaliar a expectativa da vida reprodutiva de uma mulher em torno de seus 20 anos pode ser benéfico e que o teste de Gleicher é o primeiro passo. Mas um teste suficientemente confiável para transformar a vida de um grande número de mulheres vai provavelmente envolver uma série de marcadores hormonais e genéticos. Também é preciso que o teste seja rigoroso para garantir que as mulheres não fiquem sobrecarregadas pela ansiedade – ou alimentem falsas esperanças.

Copyright NewScientist (tradução Maria Fernanda Cavallari)
 
Fonte: Época 

Cientistas desvendam ação de droga tirada de cogumelo contra o câncer

Cientistas britânicos desvendaram como atua uma promissora droga contra o câncer, descoberta inicialmente em um cogumelo selvagem.

A equipe da Universidade de Nottingham acredita que seu trabalho possa ajudar a tornar a droga mais eficiente e útil para o tratamento de uma ampla gama de cânceres.


A cordicepina, comumente usada na medicina chinesa, foi originalmente encontrada em um raro tipo de cogumelo parasita que cresce em lagartas.

O cogumelo Cordyceps, também conhecido como cogumelo da lagarta, tem sido estudado por pesquisadores desde os anos 1950.

Porém apesar do potencial mostrado pela droga, ela era rapidamente degradada no organismo.

Ela pode ser administrada com uma segunda droga para evitar essa degradação, mas essa segunda droga pode provocar efeitos colaterais que limitam seu uso potencial.


Como consequência, os pesquisadores voltaram suas atenções para outras possíveis drogas contra o câncer, e a ação da cordicepina sobre as células humanas se manteve pouco estudada até hoje.

Tratamentos


“Nossa descoberta abrirá a possibilidade de investigar uma variedade de diferentes tipos de câncer que poderão ser tratados com a cordicepina”, afirma a pesquisadora Cornelia de Moor.

“Será possível prever que tipos de cânceres poderão ser sensíveis (à droga) e com quais outras drogas contra o câncer ela poderá ser combinada”, explica.


Segundo ela, “isso também pode servir como base para o desenvolvimento de novas drogas contra o câncer que atuam sob o mesmo princípio”.

Os pesquisadores também desenvolveram um método para testar o quão efetiva a droga é ao ser misturada com outras substâncias, o que poderá ajudar a resolver o problema da rápida degradação no organismo.

Proteínas


O estudo, publicado na revista especializada Journal of Biological Chemistry, observou dois efeitos sobre as células – em doses pequenas, a cordicepina inibe o crescimento descontrolado e a divisão das células, e em altas doses ela impede que as células se unam umas às outras, o que também inibe o crescimento.

Ambos os efeitos têm provavelmente o mesmo mecanismo por trás – uma interferência da cordicepina com a maneira como a célula produz proteínas.

Em doses baixas, a cordicepina interfere com a produção de RNAm (RNA mensageiro), a molécula que dá instruções sobre como montar uma proteína.


Em altas doses ela tem um impacto direto sobre a produção de proteínas.

“Este projeto mostra que podemos sempre voltar a fazer perguntas sobre a biologia fundamental de alguma coisa para refinar a solução ou resolver questões não respondidas”, afirma Janet Allen, diretora de pesquisa do Conselho de Pesquisas em Ciências Biológicas e de Biotecnologia, que financiou o estudo.

“O conhecimento gerado por esta pesquisa demonstra os mecanismos de ação da droga e poderá ter um impacto em um dos mais importantes desafios da área de saúde”, disse.

Fonte: BBC Brasil

Brasil tem 500 mil novos casos de catarata por ano e só trata metade

Demanda reprimida se avoluma a cada ano.
Envelhecimento da população brasileira só agrava problema.


A catarata, uma doença tratável e reversível, é a principal causa de cegueira no mundo e em nosso país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 48% das pessoas que deixam de enxergar são portadoras de catarata. O problema é que quase a metade dos cidadãos brasileiros que precisa de tratamento para esse problema não o encontra no Sistema Único de Saúde.


 A catarata é a opacificação do cristalino, uma estrutura que fica dentro do olho humano e funciona como uma lente que ajuda a focalização das imagens. Essa lente natural contém uma mistura de líquidos e proteínas que permitem a passagem da luz, e o ajuste do foco é feito por meio de modificações na sua forma, comandadas por músculos de dentro do olho.

Com o envelhecimento, e pela ação de fatores externos, as proteínas dentro do cristalino começam a formar grumos (grãos minúsculos), o que impede a passagem da luz, comprometendo a capacidade visual dos indivíduos.

Além da passagem do tempo, a exposição aos raios ultra-violeta, doenças como diabetes e colesterol alto, tabagismo e uso excessivo de álcool contribuem para o surgimento da catarata.

O cristalino que vai ficando opaco causa uma diminuição progressiva da visão com um borramento inicial das imagens que vai progredindo. As cores vão ficando menos nítidas até que a pessoa não enxergue mais.

O tratamento, inicialmente, pode ser feito com lentes corretivas – que vão se tornando cada vez mais potentes –, porém a solução é cirúrgica. A retirada do cristalino que deixou de ser transparente e a colocação de uma lente dentro do olho consegue reparar a visão, muitas vezes de forma total.

O problema está na falta de disponibilidade desse tratamento na rede pública de saúde. O próprio Ministério da Saúde registra algo em torno de 500 mil novos casos de catarata por ano e realiza somente cerca de 250 mil cirurgias, deixando a cada ano metade dos pacientes para trás.

O índice brasileiro de tratamento de catarata é de 2 cirurgias para cada mil habitantes. A OMS estabeleceu como meta que fossem realizadas pelo menos 3 cirurgias para cada mil habitantes a cada ano. Por essa conta simples, podemos avaliar a demanda reprimida que vai se acumulando a cada ano que passa.

Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou que somente 60% dos tratamentos necessários são realizados. Se levarmos em conta que somente foram listados pacientes com catarata avançada, se todos os pacientes que deveriam ser tratados fossem avaliados, o déficit se mostraria ainda maior.

No setor da saúde suplementar, as cirurgias de catarata estão na lista de procedimentos cobertos e são realizadas habitualmente em uma frequência muito maior do que no setor público, gerando mais uma distorção do nosso sistema de saúde como um todo.

Diante do envelhecimento da população brasileira, comprovado por dados do IBGE, os números da catarata mostram claramente que os desafios que vêm junto com o aumento da expectativa de vida só tendem a crescer no país.

G1



O Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e a Fundação do Câncer estão coordenando a promoção do VIII Congresso Mundial de Cirurgia Oncológica, do VIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica e do V Gastrinca , a serem realizados nos dias 03, 04 e 05 de dezembro de 2009, no Centro de Convenções do Hotel Windsor Barra - Rio de Janeiro.
Na mesma oportunidade, a Sociedade Brasileira de Enfermagem Oncológica (SBEO) estará realizando o seu I Simpósio de Enfermagem em Cirurgia Oncológica.
O evento tem como foco o Estado da Arte da Cirurgia Oncológica e suas perspectivas futuras, possibilitando a construção de conhecimento e a troca de experiências.
Para atender a estas expectativas, o evento deverá contar com a presença de diversos expoentes da medicina e da enfermagem, referências nacionais e internacionais na área de Cirurgia Oncológica.
A pauta central do Congresso abordará os seguintes temas:
  • A Cirurgia Oncológica como especialidade;
  • O Cirurgião Oncológico como fator prognóstico;
  • Drogas alvo em Oncologia;
  • Novos métodos de imagem em Oncologia;
  • O papel da equipe multidisciplinar nos resultados do tratamento;
  • Avanços nos cuidados dos pacientes com Câncer;
  • Novas técnicas em Radioterapia;
  • Impacto dos tratamentos oncológicos pré e pós-operatórios;
  • O papel do Cirurgião Oncológico na pesquisa;
  • Biomarcadores e tratamentos personalizados;
  • Genética e Câncer;
  • Cirurgia robótica em Oncologia; e
  • A cirurgia minimamente invasiva na Oncologia.
O público-alvo do evento abrange:
  • Cirurgião Oncológico
  • Cirurgião Geral
  • Enfermeiros
  • Oncologistas Clínicos
  • Radioterapeutas
  • E outras especialidades